quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

MINISTÉRIO DA SAÚDE QUER PADRONIZAR ATENDIMENTO EM HOSPITAIS PÚBLICOS BRASILEIROS


O Ministério da Saúde anunciou esta semana que vai ampliar as orientações aos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) que atendem pacientes com lesões na medula ou membros amputados e bebês que passam por triagem de audição.

As ações foram anunciadas na segunda-feira (3), Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, e fazem parte do programa "Viver sem limite", lançado há um ano pelo governo. Essas normas trazem informações sobre o diagnóstico, as características da doença, o tratamento, o controle e o acompanhamento médico. Segundo o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45,6 milhões de pessoas no país se declaram com algum tipo de deficiência.

Para o caso de indivíduos com lesão na medula, há orientações sobre como imobilizá-los na hora do socorro médico, como prevenir feridas pela falta de movimentos, como usar sonda para retirar a urina, e como prevenir e tratar possíveis complicações – como osteoporose e formação de coágulos. O ministério espera atender até 10 mil pessoas por ano com esse problema.

Já no caso de pessoas com membros amputados, os profissionais do SUS serão instruídos a planejar a cirurgia de forma que a reabilitação seja rápida, usar faixa elástica na parte restante, preparar o local para receber uma prótese, adaptar o paciente para essa peça artificial e treiná-lo a usar andadores, muletas e bengalas. Podem ser beneficiados até 50 mil brasileiros por ano, segundo o governo.

Os bebês, por sua vez, devem passar por uma triagem auditiva de preferência entre 24h e 48h após o nascimento – ou, no máximo, durante o primeiro mês de vida. Devem ser atingidos quase 88 mil crianças nascidas vivas por ano, de acordo com números do ano passado.

Em setembro, o ministério lançou orientações para o atendimento a pacientes com síndrome de Down. Até 2014, estão previstas mais seis diretrizes: a pessoas com autismo, acidente vascular encefálico (AVE), deficiência visual, paralisia cerebral, traumatismo crânio-encefálico e deficiência intelectual.

Fonte: Site G1.

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